O
impacto da dívida pública na vida dos brasileiros
Informações
dão conta de que toda vez que o Baco Central eleva as taxas de juros os bancos
e demais seguimentos financeiros são os que mais lucram. Em 2013 os três
principais bancos particulares que atuam no Brasil, o Itaú, Santander e Bradesco,
juntos tiveram um ganho líquido de 37,5 bilhões de reais. Somente o Itaú
abocanhou 20 bilhões de reais desse montante. No entanto enquanto bancos lucram
com a elevação dos juros, as condições de subsistência da maioria dos brasileiros
se tornam mais difíceis, com a elevação dos preços dos alimentos e das taxas de
serviços essenciais oferecidos pelo Estado.
O argumento
que o governo utiliza para justificar o aumento das taxas de juros da Selic parte
do pressuposto de que é necessária para frear a inflação, ou seja, neutralizar o
aumento dos preços pressionados pelo crescimento do consumo. Todo instante que
as taxas da Selic são majoradas, o resultado é o crescimento da dívida pública
brasileira. Em 2014 o montante da dívida chegou a 3,3 trilhões de reais. Somente
de juros e amortizações foram pagos 978 bilhões de reais, que equivalem a 45%
do orçamento nacional. Outro mal que também suga as divisas brasileiras é a
dívida externa que superou no ano passado os 500 bilhões de dólares. Dívida
externa? O que dizer do pronunciamento de Lula quando ainda era presidente, que
falou orgulhoso à imprensa que o Brasil enfim tinha erradicado sua dívida
externa, que havia recursos suficientes para emprestar, que assim o fez
cobrando juros irrisórios.
Outro
aspecto que também é responsável pela retração da economia brasileira é quanto
ao câmbio valorizado que afeta em cheio o setor industrial brasileiro, atraindo
a entrada no mercado brasileiro de produtos importados. Esse sistema além de
impactar a economia eleva o déficit da balança comercial, quando os gastos se
tornam maiores que os lucros obtidos. Ou seja, com o dólar desvalorizado o ganho
financeiro com a venda de commodities, grãos, recursos minerais, entre outros, torna-se
menor. A limitação da entrada de divisas no país pressiona para cima os preços
dos produtos e serviços oferecidos, uma forma de acumular reservas de dinheiro
para garantir os compromissos com os credores externos.
Se a
indústria e as exportações estão retraídas, o caminho que os governos utilizam
para atrair a entrada de dinheiro para financiar a economia nacional é a elevação
das taxas de juros, disponibilizando no mercado para venda títulos ou papeis do
governo e de empresas nacionais e internacionais. A recente divulgação do aumento
de preços das tarifas de serviços públicos e o corte de gastos do orçamento
federal seriam, segundo o governo, para cobrir as contas que estavam no
vermelho. O governo omitiu no seu discurso que cálculos do déficit apresentados
não levam em conta os gastos com a dívida pública, que consome mais de 45% do
orçamento anual. Para pagar, portanto, se utiliza de uma estratégia sórdida, que
é elevar os preços dos alimentos, gasolina, tarifas de água, energia e cortes
de investimentos em setores prioritários como educação, saúde, saneamento, etc.
No entanto, mesmo se as taxas de juros fossem reduzidas de 12,5 para 8 ou 9%,
os gastos com a dívida ficariam elevados.
Prof.
Jairo Cezar
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