sábado, 24 de outubro de 2026

 


A METÁFORA DESTRUIDODA DOS VASSALOS LATINO-AMERICANOS

https://www.facebook.com/nosmulheresdaperiferia/posts/%EF%B8%8F-da-motosserra-de-milei-ao-tesoura%C3%A7o-de-fl%C3%A1vio-quem-vai-pagar-essa-contasegundo/2055184822362860/



Faltando um dia para o segundo turno de uma das eleições mais acirradas na recente redemocratização do Brasil, Lula e Flavio aparecem empatados nas pesquisas de intenção de voto. A expectativa era de que o candidato Flavio perdesse apoio após o debate na TV Band e de várias postagens nas redes sociais que expuseram indícios de seu envolvimento em um mar de crimes questionáveis, cujas ações escandalosas poderiam até causar inveja a Al Capone, dada a astúcia do “gangster” brasileiro.

Ainda existem oportunidades para evitar que o Brasil fique sob o controle dessa quadrilha de malfeitores, que, caso assumam a presidência, começarão com um chamado tesouraço. Especialistas críticos em economia alertam que o Brasil poderá enfrentar o fenômeno conhecido como Efeito Orloff, podendo se tornar semelhante à Argentina, onde hoje mais de 50% da população vive em precariedade econômica. É notável a ausência do presidente Milei nas propagandas do candidato do PL, que não o apresenta como modelo próspero de administração a ser seguido, caso a extrema direita vença no Brasil.

Fato é que a Argentina está caminhando para um colapso econômico, a ponto de necessitar da intervenção do FMI, dado o caos gerado pelo atual presidente. Ao longo de dois anos sob o governo de Milei, mais de 30 mil pequenos negócios fecharam suas portas. Contudo, as políticas neoliberais da administração argentina beneficiam setores como mineração, agronegócio e grandes conglomerados. Com cortes nos gastos públicos, saúde e educação foram as áreas mais prejudicadas. A estratégia do presidente argentino, metaforicamente referida como MOTOSSERRA, buscava reduzir a inflação, mas a eficácia do plano resultou no aumento das taxas de juros, que estagnou o poder de compra da população.

 

Com menos dinheiro circulando, os pequenos negócios sofreram com a diminuição progressiva do poder aquisitivo dos argentinos. O salário de milhões de argentinos não é suficiente para cobrir as despesas de uma família por trinta dias, no máximo por vinte dias. Para garantir a sobrevivência, muitos se veem obrigados a contrair empréstimos bancários para custear despesas básicas.

Nas últimas semanas, diversas postagens nas redes sociais têm alertado os eleitores brasileiros para não cometerem o mesmo erro da Argentina ao escolher o candidato do PL, que considera o governo Milei um modelo a ser seguido. O uso da tesoura, em vários eventos que participou, simboliza o que ele pretende implementar na economia do Brasil. Seus argumentos afirmando que o Brasil atravessa uma crise, que o poder de compra da população é fraco, entre outras afirmações, não refletem os indicadores econômicos até agora apresentados.

Assim como na Argentina, o candidato da extrema direita conta com o apoio dos setores do grande capital, sendo o agronegócio o principal suporte para a candidatura de Flavio Bolsonaro. Tanto na Argentina, quanto no Chile, Colômbia e Venezuela, entre outras nações da América Latina sob governos de direita, o setor de mineração e do agronegócio, que lida com commodities, nunca obteve lucros tão altos como agora com o dólar valorizado. Não há dúvida alguma, e até mesmo as crianças percebem, que se a extrema direita vencer as eleições, a população brasileira enfrentará tempos muito difíceis.

Já mencionei em outros textos neste blog que os Estados Unidos são os mais interessados nas vitórias dos governos de direita na América Latina, pois isso permitirá que reestabeleçam seu poder geopolítico sobre a região. Sabem que a América Latina possui o que eles mais precisam, como petróleo e importantes minerais raros, que são matérias-primas essenciais para a economia do futuro e que substituirá os combustíveis fósseis. Também entendem que, ao se firmar em seu quintal, a América Latina criará um escudo contra as iniciativas da rota da seda lideradas pela China. A vitória de Lula nos proporcionará um alívio temporário, mas, após o dia 25 de outubro, é fundamental retornar às ruas para garantir que a posse do presidente eleito ocorra, pois os extremistas tentarão repetir os eventos de 8 de janeiro de 2023.

Prof. Jairo Cesa      

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