quinta-feira, 15 de outubro de 2026

 

 OPERAÇÕES PSICOLÓGICAS OU PSYOPs QUE ATUAM NA DESESTABILIZAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO

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Há mais de quinhentos anos os territórios de populações milenares, como os Astecas, os Incas, os Maias, os Tupinambás, os Guaranis, entre outros, foram ocupados pela fúria destruidora colonial espanhola e portuguesa. Impuseram aqui sua cultura, suas práticas nefastas, roubando nossas riquezas, nosso ouro, nossa prata, nossa madeira, e escravizando o povo local. Esse processo colonizador das américas jamais cessou, a Espanha e Portugal entraram em declínio econômico, sendo agora substituídas pela Inglaterra, o grande império dos cinco mares, franqueada em manter o domínio sobre o território, agora, nações "independentes", porém, vassalos da vossa majestade.

Século XX, a ex-colônia britânica, Estados Unidos, se desponta como potência regional. Por meio de negociações e acordos com a vossa majestade imperial britânica, assume as rédeas do que viria a ser o grande quintal econômico estadunidense. O tempo passou, guerras sanguinárias se sucederam, tivemos a guerra fira, bem como transformações relevantes no campo econômico e tecnológico, fazendo com que nações viessem a confrontar o poderio do grande império do norte. Chega o século XXI, é a era da internet, das mídias digitais, da inteligência artificial, Tudo isso junto e misturado, impõe as populações não alinhadas a governança tecnológica, a América Latina, por exemplo, a permanente condição de subserviência.

Alcançar elevados níveis de desenvolvimento tecnológico exigiu anos de pesquisa e investimentos pesados em educação, algo que a Amarica Latina não o fez, claro que motivada por políticas de dependência, se especializando na exportação de commodities. Com o fim da guerra fria, os Estados Unidos assumiram o controle da governança global, porém, não avaliaram que décadas depois sua supremacia estaria ameaçada pela China, o gigante país comunista, com uma economia tão capitalista quanto as demais superpotências, porém, planificada pelo Estado.

Novos componentes eletrônicos passaram a ditar a ordem econômica global. Chips para computadores, celulares, carros e motocicletas elétricas, são equipamentos que ditariam as regras de um mundo em que a inteligência artificial insiste em querer conquistar autonomia junto aos mortais hominídeos. Do mesmo modo em que o ouro e a prata forjaram impérios, os valiosos chips são elaborados a partir de minerais, tão raros e valiosos quanto os cobiçados metais pelas metrópoles espanhola e portuguesa. Agora, tente adivinhar, onde eles estão realmente depositados?  Claro que a maior concentração está no território chinês, e em segundo lugar, o Brasil.

Enquanto as superpotências como os Estados Unidos, aplicaram bilhões de dólares em indústrias bélicas, nos últimas trinta a quarenta anos, a China dedicou esse tempo na estruturação do seu parque industrial, na educação dos seus jovens em todos os níveis. Nos últimos dez anos a China vem ameaçando o grande império do norte, que responde as ameaças reocupando o seu histórico quintal, a América Latina. O que se vê na América Latina é uma forte guinada política à direita, em muitos casos, à extrema direita, a partir das últimas eleições que se sucederam na região. Todas, sem exceção, tiveram influência direta ou indireta dos Estados Unidos. A Venezuela, o processo foi mais violento, com o sequestro do presidente e sua esposa por forças Trumpistas, sendo o/a  levado/a para os EUA e colocado/a na prisão. 

Como um tabuleiro de xadrez, governos de centro ou de esquerda foram paulatinamente sendo suprimidos pela onda direitista na América Latina. Agora, estão faltando as duas principais economias latino-americanas, o México e o Brasil. Entretanto, é o Brasil que os Estados Unidos concentram a suas forças com vistas a emplacar a vitória de mais um governo vassalo no continente. O modus operandi dessa virtual tentativa de tomada do poder no Brasil pela extrema direita, talvez não repita o caminho trilhado em 1964, quando as forças armadas ocuparam as ruas destituindo o governo João Goulart e pondo um fim ao Estado democrático de direito. 

Dessa vez há uma engenharia envolvida nessa possível tentativa de tomada de poder, a qual denominamos de Arquitetura de vigilância. Sim, são as mídias digitais que fazem esse trabalho sujo pró-imperialismo estadunidense. As principais plataformas digitais, as big tech: WhatsApp, Google, YouTube, Meta etc., estão sediadas nos EUA. Acredite, parte do aparato militar norte americano também detém nossas informações sensíveis, como a localização, os hábitos de consumo, as redes de relacionamento, as preferencias políticas, o histórico de navegação, a biometria e dados institucionais públicos.

Esse será, portanto, o modus operandi que a turma do presidente Trump irá se utilizar para emplacar o seu candidato, o ultradireitista Flávio Bolsonaro, o nome que representa o que se tem de mais atrasado, de mais tosco em termos de política. Eleger um vassalo, o candidato Flavio exibiu todas as credenciais que assim o será, pois é o instrumento que Trump usará para frear a forte influência da China na região. O que o império americano deseja no Brasil é fincar suas garras predatórias, tomas nossas riquezas naturais, em específico as terras raras.

Aqui, portanto, está o nefasto preço a pagar pela nossa condição de nação periférica. Enquanto as nações centrais concentraram os benefícios do progresso técnico, retendo maior poder de decisão, as economias periféricas permanecem vulneráveis à dependência externa. A fragilidade das nossas instituições de ensino, do básico as universidades, resultaram no que vivemos hoje, o colonialismo digital. Essa assimetria, centro e periferia, se desloca para o controle das infraestruturas, dos dados das plataformas e das tecnologias das quais a nossa sociedade depende.

De fato a arquitetura de vigilância vem atuando com extraordinária eficiência no território brasileiro, criando desinformação de tal modo a gerar um clima de desestabilização social permanente. O receio de a China se estabelecer como protagonista econômico por meio da difusão da rota da ceda no quintal americano, fez com que as big tech entrassem em ação, cujo propósito inicial é gerar desinformações e pavimentar o terreno político para eleger um governo subserviente ao imperialismo americano.

Parece que esse modus operandi tecnológico no campo cognitivo de parte da sociedade brasileira vem galgando algum sucesso. Um candidato com um currículo tão repleto de suspeitas de ter cometido atos criminosos, que põe em risco o próprio estado republicano, e que está à frente das pesquisas na eleição de segundo turno, há indícios claro de que as operações psicológicas ou PSY OPS, estão atuando com intensidade nas diferentes mídias sociais, que são controladas pelas corporações midiáticas estadunidenses.     

Prof. Jairo Cesa                

https://diplomatique.org.br/entre-terras-raras-e-dados-a-disputa-pela-soberania-tecnologica-do-brasil/

https://diplomatique.org.br/para-alem-das-tarifas-a-disputa-esta-na-cognicao/

https://diplomatique.org.br/o-brasil-como-baluarte-das-terras-raras/

https://www.youtube.com/watch?v=_AK8PtKw3L4

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