DIA
INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE SERVE DE ALERTA SOBRE O RISCO DA EXTINÇÃO DA
VIDA NO PLANETA
Não
sei se o Brasil tem alguma coisa para comemorar ou somente lamentar nesse 22 de
maio, data alusiva a biodiversidade do planeta. Nos últimos anos ou dias as
notícias que mais ocuparam as manchetes dos jornais e telejornais foram sobre os riscos
eminentes de desaparecimento de espécies da fauna e da flora devido as práticas
agrícolas inadequadas. Toda a criança em idade escolar sabe que o equilíbrio
dos ecossistemas é essencial à sobrevivência do próprio planeta.
O
modelo capitalista de produção agrário hoje adotado no mundo e no Brasil é
predatório, altamente impactante aos frágeis ecossistemas. Milhares de espécies
de plantas só se reproduzem quando insetos como abelhas, entre outros, fizerem
a polinização. No Brasil, pesquisas realizadas há poucos dias comprovam que
quase um bilhão de abelhas morreu intoxicadas por agrotóxicos. Se abelhas e
outros insetos desaparecerem por completo, a população do planeta morreria de
fome em pouco tempo, pois plantas como milho, soja, arroz e espécies frutíferas,
dependem da polinização para se reproduzirem.
A
proteção dos biomas da Amazônia e da mata Atlântica é crucial para o planeta.
Neles vivem integradas plantas e organismos ainda desconhecidos da ciência.
Esse é o motivo da preocupação de ONGs internacionais sobre o contínuo
desmatamento desses dois ecossistemas. Hoje é sabido que muitos medicamentos
produzidos e consumidos no mundo foram desenvolvidos a partir de plantas
medicinais. A proteção das comunidades tradicionais residentes nas florestas
também é uma maneira de salvaguardar o vasto acervo de conhecimentos sobre as
florestas.
A
fragilidade na pesquisa científica, a pressão do agronegócio e da pirataria sem
controle, ambos estão tirando do Brasil a oportunidade de vir a ser protagonista
na produção de medicamentos e vacinas. Quem duvida que junto às centenas de
florestas e organismos destruídos todos os dias não estão também espécies que trariam
a cura da AIDS e vários tipos de CÂNCER. O que revolta é saber que nada disso é
prioridade ou compreensível pelo atual governo e muitos dos seus ministros como
do meio ambiente. Basta observar como este vem se comportando frente às
demandas emergenciais da pasta. O que dizer do ministro da educação, sem qualquer critério e sensibilidade ousa e lançar
tesouradas no orçamento da educação, afetando em cheio a pesquisa.
No instante em que o alvo dos ataques é a educação,
abre-se as portas para uma debandada de cérebros, atraídos por governos e
populações mais inteligentes, que se construíram e se tornaram potência
respeitada a partir da educação. O que no resta então é a pressão contra a
insanidade dos atuais gestores e de uma elite urbana e agrária que se alimentam
e se fortalecem da ignorância social em crescimento vertiginoso.
A
prepotente e arrogante elite agrária deveria saber que o modelo produtivo em
curso é completamente insustentável e que está afetando a sua própria
produtividade. Quanto mais agrotóxico e desmatamento praticarem, mais desgastado
e infértil ficará o solo, além do desequilíbrio do ciclo das chuvas que depende
das florestas. Mais desmatamento e aditivos químicos, menos microorganismos
presentes no solo. A agroecologia vem se mostrando uma alternativa necessária à
agricultura convencional. Manejo eficiente do solo, adubação orgânica e
sementes não transgênicas tenderá a ocupar mais e mais áreas cultivadas no
futuro.
Esse
processo de sensibilização ambiental pode ser realizado até mesmo em casa ou
apartamentos. Basta recolher as sobras de alimentos e transformá-los em adubo. Essas
práticas sustentáveis podem também ser desenvolvidas nas escolas, a partir da
compostagem com restos de alimentos. Envolver as crianças menores com tais
experiências, estimulando o hábito da reciclagem, da observação do ciclo
evolutivo das plantas e da complexa biodiversidade formada nesses espaços, deve
ser exercitada durante todo o ano letivo.
As
escolas se eximindo dessa tarefa e os governos continuarem insistindo em
defender políticas nada sustentáveis aos ecossistemas, nos próximos anos,
pesquisadores alertam que no mundo cerca de 500 mil espécies de animais e
plantas vão desaparecer. No Brasil os números são assustadores: 2.113 espécies
da flora e 1.173 espécies da fauna vão desaparecer.
Prof.
Jairo Cezar
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