DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA LEGAL CRESCE
EM 2019 EM COMPARAÇÃO AO MESMO PERÍODO DE
2018
Os
quase sessenta milhões de eleitores que depositaram os votos no candidato
eleito Bolsonaro, de um modo ao outro, são cúmplices pelos elevados índices de
desmatamentos ocorridos na Amazônia Legal. Somente no mês de janeiro de 2019,
de acordo com o BOLETIM DO IMASON, houve um aumento de 54% da perda da
cobertura vegetal em comparação ao mês de janeiro de 2018. Os estados que
lideraram os desmatamentos foram o Pará, Mato Grosso, Roraima, Rondônia, Amazonas
e Acre. O que mais chocou no levantamento feito foi que os dois municípios da
Amazônia que mais desmataram, elegeram o candidato Bolsonaro no primeiro turno.
Já
era previsível que isso acontecesse, bastava prestar atenção nos seus discursos
de campanha, de suas promessas escrotas relativas ao meio ambiente. Bastou o
resultado das urnas e já iniciou especulações relativas à pasta ambiental, uma
delas a fusão com o ministério da agricultura. Não precisaria bola de cristal,
muito menos de vidente para prever o futuro, somente na área ambiental. Outra
mostra da besteira cometida pelos eleitores foi quando anunciou o ministro da
pasta, alguém já condenado pela justiça por improbidade administrativa no
governo de Geraldo Alckmin, do estado de São Paulo.
Não
faltaram ameaças e ataques frontais contra os fiscais do IBAMA e do ICMbio,
responsabilizando-os pelo excesso de multas cobradas, das quais comprometia a
estabilidade do agronegócio. Foram esses discursos de caráter acusatórios e
difamatórios, suficientes para gerar clima de permissibilidade geral. A
sensação que permeou no imaginário social era de que se o próprio governo se
posicionava flexível no quesito ambiental, era óbvio que isso criaria pretextos
generalizados ao aumento dos desmatamentos.
Há
outros dados que corroboram com tal argumento. Nos dois meses de governo
Bolsonaro houve uma redução significativa de multas cobradas por infrações
ambientais, comparadas ao ano anterior. Ao mesmo tempo em que houve a redução
do número de infrações ambientais, elevaram-se os índices de desmatamentos no
bioma amazônico. As investidas dos criminosos ambientais não pouparam nem mesmo
as Unidades de Conservação e áreas indígenas. Isso já era profetizado por
ambientalistas e pesquisadores. O veredicto para o desmatamento aconteceu
quando foi encaminhado a MP-870 que transferiu para o MAPA (Ministério da
Agricultura Pecuária e Abastecimento) a responsabilidade para a regulação e novas
demarcações de terras indígenas. Antes, essa função era do Ministério da
Justiça.
Todos
sabem que por trás dessa decisão há interesses escusos, ou seja, favorecer o
agronegócio. Por ser o MAPA órgão agora vinculado ao ministério da agricultura,
tendo como ministra, Teresa Cristina, uma das principais integrantes da bancada
ruralista no congresso, podemos ter certeza que seguindo essa proporção de
desmatamento, nos quatro anos de governo Bolsonaro, se chegar ao fim, o Brasil
baterá todos os recordes possíveis em desmatamentos e violência no campo.
Prof.
Jairo Cezar
http://www.greenpeace.org
Nenhum comentário:
Postar um comentário